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OBJETIVOS: Explorar as percepções de médicos de família (GPs) sobre o uso de quatro serviços de saúde digital para cidadãos: um serviço de agendamento eletrônico para fazer reservas com o GP; um serviço de prescrição eletrônica para solicitar a renovação de medicamentos de manutenção; um serviço para consultas não clínicas baseadas em texto ao consultório do GP e um serviço para consulta eletrônica baseada em texto (e-consulta) com o GP. DESENHO: Um estudo qualitativo baseado em entrevistas semiestruturadas. LOCAL: Atenção primária. PARTICIPANTES: Nove GPs que eram adotantes precoces dos quatro serviços foram entrevistados. MÉTODO: Um moderador apresentou tópicos usando perguntas abertas, facilitou a discussão e seguiu com perguntas adicionais. Entrevistas por telefone foram conduzidas, gravadas em áudio e transcritas literalmente. Dados qualitativos foram analisados usando o método de framework. RESULTADOS: O uso de serviços digitais na atenção primária na Noruega está crescendo, embora o uso de e-consultas baseadas em texto ainda seja limitado. A maioria dos GPs foi positiva em relação a todos os quatro serviços, mas ainda havia algum ceticismo em relação aos seus efeitos. As vantagens para os consultórios dos GPs incluíam carga telefônica reduzida, aumento da eficiência, tempo liberado para avaliações médicas, salas de espera menos lotadas e comunicação mais precisa. Os benefícios para os pacientes foram maior flexibilidade, autonomia e economia de tempo e dinheiro. Crianças, idosos e pessoas com baixa alfabetização em informática ainda podem precisar de alternativas tradicionais. CONCLUSÕES: Rotinas mais definidas e padronizadas, bem como mais evidências dos efeitos, são necessárias para a adoção em larga escala.
Fagerlund et al. (Quarta,) estudaram essa questão.