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Escherichia coli enteropatógena (EPEC) é uma classe de organismos diarréicos que induzem uma lesão característica de aderência e apagamento em enterócitos e várias linhas celulares cultivadas. A infecção de células HEp-2 cultivadas por isolados de EPEC 2036-80 (sorotipo O119) e E2348-69 (sorotipo O127) resultou em uma elevação significativa dos níveis de cálcio livre intracelular, determinada quantitativamente com o corante indicador de cálcio fluorescente 2-(2-bis(carboximetil)amino-5-metilfenoximetil)-6-metóxi-8-bis(carboximetil)aminoclinina. Esse efeito, que não foi observado na infecção com estirpes de E. coli que não formam lesões, foi inibido por dantrolene, um medicamento que previne a mobilização de cálcio de reservatórios intracelulares. Além disso, a quinase de proteína C ativada em células infectadas foi dissociada das membranas celulares por um processo que foi inibido por ciclosporina A, sugerindo o envolvimento da protease dependente de cálcio calpaína. Um método qualitativo para observar fluxos de cálcio intracelular por microscopia de fluorescência com o indicador baseado em fluoresceína recentemente descrito fluo-3 foi utilizado para rastrear uma coleção de isolados bem caracterizados de E. coli de pacientes com enterite infantil. Aumentada fluorescência localizada dependente de cálcio do fluo-3 foi observada apenas em células HEp-2 infectadas com estirpes de EPEC conhecidas por formar lesões. Propomos que o aumento dos níveis de cálcio livre intracelular em enterócitos infectados com EPEC resultaria na formação da lesão característica pela ativação dependente de cálcio de proteínas de despolimerização da actina, com eventual perda da capacidade absorptiva.
Baldwin et al. (Quarta-feira,) estudaram esta questão.