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PROPÓSITO: O estudo teve dois objetivos: (1) Explorar se o conhecimento sobre HIV e AIDS era similar entre adolescentes com deficiência em comparação com seus pares sem deficiência; e (2) Determinar fatores que podem aumentar a vulnerabilidade dos adolescentes com deficiência à infecção por HIV e/ou acesso inadequado a serviços relacionados ao HIV. MÉTODO: Um estudo qualitativo utilizando discussões em grupos focais e entrevistas semiestruturadas foi conduzido com participantes selecionados intencionalmente em Ruanda e Uganda. Os participantes incluíram adolescentes com deficiência, adolescentes sem deficiência, pais, professores, membros de organizações de pessoas com deficiência e representantes de organizações de HIV/AIDS. As entrevistas exploraram questões sobre conhecimento de HIV/AIDS, acesso a serviços de HIV/AIDS e percepções de risco pessoal. RESULTADOS: As barreiras que impediam o acesso adequado à informação sobre HIV e AIDS vividas pelos adolescentes com deficiência dependiam da natureza e gravidade da deficiência. Por exemplo, pais e trabalhadores da saúde não conseguiam se comunicar com adolescentes surdos usando linguagem de sinais, adolescentes com deficiências físicas frequentemente não conseguiam acessar reuniões comunitárias sobre HIV e materiais impressos não eram adaptados para aqueles com deficiências visuais. Além disso, suposições por parte de trabalhadores da saúde e membros da comunidade de que pessoas com deficiência não eram sexualmente ativas levaram à marginalização das pessoas com deficiência dos serviços de HIV. Adolescentes com deficiência relataram baixa autoestima e questões de autoeficácia que afetavam o controle de relacionamentos sexuais mais seguros. Um alto nível de abuso direcionado, estupro e exploração foi relatado, levando à vulnerabilidade entre essa população. CONCLUSÃO: O impacto da epidemia de HIV entre pessoas com deficiência é uma área negligenciada. Este estudo apoia a necessidade de desenvolver estratégias em programas de prevenção do HIV que incluam pessoas com deficiência.
Yousafzai et al. (Sat,) estudaram essa questão.