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BACKGROUND: Os implantes mamários têm sido utilizados em todo o mundo por mais de 40 anos. Apesar da extensa experiência clínica, há uma preocupação contínua sobre a segurança desses dispositivos. O objetivo deste estudo foi comparar a eficácia, as taxas de complicação, a frequência de reoperação e o grau de satisfação do paciente com diferentes tipos de implantes. MÉTODOS: Este é um estudo consecutivo, baseado na população, consistindo de todos os pacientes que receberam implantes em um centro de mama multidisciplinar entre 1979 e 2004 (25 anos). Um banco de dados prospectivo de implantes foi construído e mantido no Excel, e a análise estatística foi realizada usando o SAS 8.2. Vários resultados, incluindo infecções, hematomas, ondulação indesejável, contratura capsular, desinflação, ruptura, reoperação e satisfação do paciente, foram monitorados. RESULTADOS: Dados foram coletados sobre 3495 implantes em 1529 mulheres. Quanto mais tempo os implantes estavam em uso, maior era o risco cumulativo de desenvolver contratura; o hematoma aumentou significativamente o risco de contratura; implantes lisos e texturizados tiveram taxas de contratura semelhantes; implantes cobertos com espuma de poliuretano tiveram um risco reduzido de contratura que persistiu por pelo menos 10 anos após a implantação. Houve uma taxa relativamente alta de reoperação e um intervalo relativamente curto entre a cirurgia primária e a reoperação; a indicação mais comum para a reoperação foi contratura capsular. Os receptores de implantes expressaram um alto nível geral de satisfação. CONCLUSÕES: Os implantes mamários estão associados a uma taxa significativa de complicações locais e reoperação. Existem diferenças marcadas nos resultados com base no tipo de superfície do implante e na indicação cirúrgica. Apesar de complicações e reoperações relativamente frequentes, os receptores de implantes estão, em grande parte, satisfeitos.
Handel et al. (Qui,) estudaram essa questão.