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FUNDAMENTAÇÃO: O objetivo desta revisão sistemática foi quantificar a eficácia do treinamento de força com resistência progressiva (PRT) para reduzir a incapacidade física em pessoas idosas. MÉTODOS: Ensaios clínicos controlados randomizados foram identificados a partir de buscas em bancos de dados relevantes, listas de referências de estudos e contatos com pesquisadores. Dois avaliadores triagem independentes dos ensaios quanto à elegibilidade, avaliaram sua qualidade e extrairam dados. Apenas ensaios clínicos controlados randomizados que utilizaram PRT como a intervenção primária em participantes, cuja média de idade do grupo era de 60 anos ou mais, foram incluídos. Os dados foram agrupados utilizando modelos de efeito fixo ou aleatório para produzir diferenças médias ponderadas (WMD) e intervalos de confiança de 95% (IC). Diferenças médias padronizadas (SMD) foram calculadas quando diferentes unidades de medida foram utilizadas para o resultado de interesse. RESULTADOS: 62 ensaios (n = 3674) compararam PRT com um grupo controle. 14 ensaios tinham dados disponíveis para permitir o agrupamento de resultados de incapacidade. A maioria dos ensaios foi de baixa qualidade. O PRT mostrou um forte efeito positivo na força, embora houvesse heterogeneidade significativa (41 ensaios n = 1955, SMD 0.68; intervalo de confiança de 95% IC 0.52, 0.84). Um efeito modesto foi encontrado em algumas medidas de limitações funcionais, como a velocidade de marcha (14 ensaios n = 798, WMD 0.07 metros por segundo; 95% IC 0.04, 0.09). Nenhuma evidência de efeito foi encontrada para a incapacidade física (10 ensaios n = 722, SMD 0.01; 95% IC -0.14, 0.16). Eventos adversos foram mal investigados, mas ocorreram na maioria dos estudos em que foram definidos e monitorados prospectivamente. CONCLUSÕES: O PRT resulta em melhorias na força muscular e em alguns aspectos de limitação funcional, como a velocidade de marcha, em adultos mais velhos. No entanto, com base nos dados atuais, o efeito do PRT sobre a incapacidade física permanece incerto. Além disso, devido ao relatório deficiente de eventos adversos nos ensaios, é difícil avaliar os riscos associados ao PRT.
Latham et al. (Qui,) estudaram esta questão.
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