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Realizamos um estudo polissonográfico de três noites com 54 crianças pré-púberes rigorosamente avaliadas, sem uso de medicamentos, que atendiam aos Critérios Diagnósticos de Pesquisa não modificados para transtorno depressivo maior, e dois grupos de controles não deprimidos (25 com transtornos emocionais e 11 que eram normais). Os grupos não diferiram polissonograficamente, apesar de uma alta proporção de deprimidos e neuróticos terem relatado perturbação do sono em entrevistas estruturadas. Os dados dos estágios do sono não parecem diferenciar crianças com transtornos depressivos maiores pré-púberes de crianças neuróticas ou normais não deprimidas. Outros achados psicobiológicos em deprimidos pré-púberes, juntamente com efeitos de idade marcantes sobre correlatos polissonográficos de transtornos depressivos maiores em adultos, sugerem a hipótese de que anomalias polissonográficas em adultos com depressão maior são secundárias a uma interação entre depressão e idade.
Joaquim Puig-Antich (Sun,) estudou essa questão.