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A membrana nuclear consiste em uma membrana externa conectada ao retículo endoplasmático, uma membrana interna voltada para o nucleoplasma e um espaço perinuclear que separa as duas bicamadas. As membranas nucleares interna e externa estão fisicamente conectadas em complexos de poros nucleares que mediam a comunicação seletiva e a transferência de materiais entre o citoplasma e o núcleo. A forma esférica da membrana nuclear é mantida pelo contrabalanço de forças internas e externas aplicadas por redes cito- e nucleoesqueléticas, além da lâmina nuclear e da cromatina que sustentam a membrana nuclear interna. Apesar de sua aparente rigidez, a membrana nuclear pode invaginar-se para formar uma rede de membranas intranucleares denominada retículo nucleoplasmático (RN), consistindo em RN Tipo-I contíguo à membrana nuclear interna e RN Tipo-II contendo tanto as membranas nucleares interna quanto externa. O RN se estende profundamente no interior nuclear, potencialmente facilitando a comunicação e as trocas entre o interior nuclear e o citoplasma. Esta revisão detalha as evidências de que as intrusões do RN que regulam a comunicação citoplasmática e a manutenção do genoma são o resultado de uma interação dinâmica entre a biogênese de membranas e a remodelação, e as forças físicas exercidas sobre a lâmina nuclear derivadas das redes cito- e nucleoesqueléticas.
McPhee et al. (Sáb,) estudaram esta questão.