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As variantes do coronavírus da síndrome respiratória aguda severa 2 (SARS-CoV-2) com múltiplas mutações nas proteínas spike possibilitam um aumento na transmissão e resistência a anticorpos. Combinamos criomicroscopia eletrônica (cryo-EM), análises de ligação e computacionais para estudar as proteínas spike das variantes, incluindo uma que esteve envolvida na transmissão entre visons e humanos e outras que se originaram e se espalharam em populações humanas. Todas as variantes mostraram um aumento na ligação ao receptor da enzima conversora de angiotensina 2 (ACE2) e uma maior propensão para estados de ligação ao domínio de receptor (RBD) em sua forma elevada. Embora a adaptação ao vison tenha resultado em desestabilização da spike, a spike B.1.1.7 (Reino Unido) equilibrou mutações estabilizadoras e desestabilizadoras. Um efeito local desestabilizador da mutação E484K do RBD foi implicado na resistência das variantes B.1.1.28/P.1 (Brasil) e B.1.351 (África do Sul) a anticorpos neutralizantes. Nossos estudos revelaram efeitos alostéricos das mutações e diferenças mecanísticas que impulsionam a transmissão entre espécies ou a fuga da neutralização por anticorpos.
Gobeil et al. (Qui,) estudaram esta questão.