Key points are not available for this paper at this time.
MOTIVAÇÃO: O bloqueio neuromuscular residual pode aumentar o risco de desenvolvimento de complicações pulmonares pós-operatórias, mas é difícil de detectar clinicamente. Suspeitou-se que os pacientes possam ter transmissão neuromuscular prejudicada após cirurgia de longa duração, apesar da recuperação da razão train-of-four (TOF). MÉTODOS: A força muscular (mecanomiografia), a amplitude do potencial de ação muscular composto motor e a fadiga do músculo adutor do polegar (AP) foram avaliadas após a recuperação da razão TOF para 0,9. Treze pacientes recebendo administração repetitiva de agentes bloqueadores neuromusculares (NMBAs) durante a cirurgia (mediana, 5,3 h; intervalo interquartil, 3,4-6 h) foram estudados pós-operatório na unidade de terapia intensiva. No momento das medições, os pacientes estavam agendados para extubação e a razão TOF do AP foi de uma média (desvio padrão, DP) de 0,94 (0,05). Seis voluntários saudáveis de idade, peso e gênero semelhantes foram estudados para comparação. Curvas de força-frequência foram geradas por estimulação (10-80 Hz) do nervo ulnar, e a amplitude do eletromiograma (EMG) do AP foi medida, em paralelo, antes e após a fadiga muscular evocada. RESULTADOS: A força máxima do AP em uma frequência de estimulação de 20-80 Hz foi significativamente menor em pacientes do que em controles, 40 N (16 N) vs. 65 N (18 N) a 80 Hz. Nos pacientes, mas não nos controles, a amplitude do EMG diminuiu com o aumento da frequência de estimulação do nervo, e um desvanecimento tônico de força e EMG, equivalente a 0,41 (0,33) (EMG) e 0,61 (0,35) (mecanomiografia) a 80 Hz, foi observado. A força após contrações fatigantes não diferiu entre os grupos. CONCLUSÃO: Após administração repetitiva de NMBAs durante a cirurgia, mesmo com a recuperação da razão TOF para 0,9 ou mais, a fraqueza muscular devido à transmissão neuromuscular prejudicada pode ocorrer. O clínico deve considerar que a recuperação pós-operatória da razão TOF para 0,9 não exclui uma alteração na transmissão neuromuscular.
Eikermann et al. (Thu,) estudaram essa questão.
Synapse has enriched 5 closely related papers on similar clinical questions. Consider them for comparative context: