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Repensar a Educação (EC, 2012) sugere uma nova fase na política educativa europeia. A constituição da educação como um serviço comercializável e a área de Educação (Superior) Europeia como um mercado foi identificada como uma agenda implícita na revolução silenciosa no cenário educacional promovida pelo método aberto de coordenação e pelos Processos de Bolonha e Copenhague. O que sugere um novo ímpeto é que: (i) a educação aparece programaticamente concebida como um serviço comercializável, nos termos de um negócio e de um mercado abrangente europeu e global; (ii) uma reforma da EFP está em andamento, baseada no modelo de aprendizagem alemão, que reúne uma versão de educação mínima e barata e uma estratégia comercial; (iii) há sinais de centralização da política educativa europeia na CE e na CEU, sob o semestre europeu, e o aparente declínio na importância dos Processos de Bolonha e Copenhague e do Programa Educação e Formação 2020. Ao olhar para Portugal atualmente, a europeização da educação, promovida por políticas europeias econômicas e financeiras, assim como educativas, e pelas escolhas do governo, apresenta um quadro complexo, com a diminuição do estado de bem-estar social, o aumento da privatização e comercialização da educação e a crescente lacuna entre os níveis de bem-estar educacional nacional e europeu.
Fátima Antunes (Sex,) estudou esta questão.