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RESUMO A pesquisa sobre a correspondência entre intenções de aposentadoria e comportamento subsequente é escassa. Nosso objetivo foi explorar possíveis associações entre intenções de aposentadoria e comportamento, utilizando dados quantitativos em painel de alta qualidade de cinco anos sobre trabalhadores seniores noruegueses. As intenções de aposentadoria operam em diferentes níveis de firmeza: (a) considerações; (b) preferências; e (c) decisões. Comparado às considerações de continuidade no trabalho, uma idade-alvo para aposentadoria melhorou o poder preditivo, seja a idade preferida ou decidida, especialmente se o alvo (ou seja, a idade preferida ou decidida de aposentadoria) corresponder a uma idade normativa de aposentadoria. Como mais trabalhadores conseguem declarar uma idade preferida de aposentadoria do que uma decisão sobre quando se aposentar, preferências podem ser melhores proxies para o comportamento de aposentadoria do que decisões, quando a questão é o planejamento de políticas. A correspondência entre intenções e comportamento varia principalmente por saúde, educação e tipo de trabalho. Trabalhadores mais velhos com saúde precária e trabalhadores com baixa educação frequentemente se aposentam antes do que preferem. Trabalhadores de colarinho azul frequentemente se aposentam antes do que haviam decidido. Essas descobertas ilustram o possível efeito dos recursos do mercado de trabalho, não apenas para a participação no mercado de trabalho de trabalhadores seniores, mas também para suas oportunidades de trabalhar até a idade que preferem ou decidiram. Mesmo para trabalhadores de colarinho branco e aqueles em boa saúde, restrições parecem se aplicar quando desejam se aposentar tarde.
Solem et al. (Quarta-feira,) estudaram esta questão.
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