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MBACKGROUND: Embora haja um corpo crescente de evidências epidemiológicas sobre a prevalência de doenças mentais na terceira idade em países em desenvolvimento, há dados limitados sobre percepções culturais de doenças mentais e arranjos de cuidado para idosos. MÉTODO: Este estudo qualitativo utilizou discussões em grupos focais com idosos e informantes-chave para investigar o status dos idosos e os conceitos de condições de saúde mental na terceira idade, particularmente demência e depressão, em Goa, Índia. RESULTADOS: Vinhetas de depressão e demência foram amplamente reconhecidas. No entanto, nenhuma das condições foi considerada uma condição de saúde. A demência foi interpretada como uma parte normal do envelhecimento e não foi percebida como requerendo cuidados médicos. Assim, os médicos de saúde primária raramente viam essa condição em seu trabalho clínico, mas os agentes de saúde comunitária frequentemente reconheciam indivíduos com demência. A depressão era uma apresentação comum na atenção primária, mas raramente diagnosticada. Ambos os transtornos mentais na terceira idade foram atribuídos a abuso, negligência ou falta de amor por parte dos filhos em relação a um pai. Houve evidências de que o sistema de cuidado e apoio familiar para as pessoas mais velhas era menos confiável do que se alegou. O cuidado muitas vezes estava condicionado à expectativa do filho de herdar a propriedade do pai. O cuidado para aqueles com necessidades de dependência era quase totalmente baseado na família, com pouco ou nenhum serviço formal. Não surpreendentemente, o medo do futuro, e em particular a 'ansiedade de dependência', era comum entre os idosos de Goa. CONCLUSÕES: Há uma necessidade de aumentar a conscientização sobre transtornos mentais na terceira idade na comunidade e entre os profissionais de saúde, e de melhorar o acesso aos cuidados de saúde apropriados para os idosos com doenças mentais. O estudo sugere direções para o desenvolvimento futuro de serviços de apoio localmente apropriados, como envolver a rede abrangente de agentes de saúde comunitária.
Patel et al. (Mon,) estudaram essa questão.