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INTRODUÇÃO: As redes de atenção primária (RAPs) são consideradas um modelo eficaz para organizar e fornecer cuidados de saúde primários por meio de relações colaborativas e coordenação eficaz das atividades de atenção primária. Embora estejam sendo cada vez mais implementadas em diferentes contextos, há evidências limitadas sobre a eficácia das RAPs em países de baixa renda e países de renda média-baixa (PRM). OBJETIVO: Nossa revisão de escopo visa entender como as RAPs em PRMs foram conceptualizadas, implementadas e analisadas na literatura e explora mais a fundo as evidências da eficácia dessas redes. MÉTODOS: Também utilizamos o guia população, conceito e contexto (PCC) da metodologia do Joanna Briggs Institute (JBI) para revisões de escopo para definir a estratégia de busca. Os documentos identificados foram então mapeados, utilizando a estrutura de avaliação de redes de saúde de Cunningham, para entender como as RAPs são concebidas em contextos de PRM. RESULTADOS: Identificamos 20 documentos descrevendo RAPs em cinco PRMs. Os documentos selecionados mostraram diferentes formas e complexidades de redes, com a maioria sendo financiada por entidades governamentais, não governamentais e doadoras. A maioria das redes foi mandatada e estabelecida com metas definidas, embora estas nem sempre fossem compreendidas pelos partes interessadas. Ao contrário das RAPs em contextos desenvolvidos, a revisão de escopo não identificou a integração de cuidados como um objetivo importante para o estabelecimento de RAPs em PRMs. As relações de avaliação de rede, resultados e desfechos também variaram entre as cinco redes nos documentos identificados, e as percepções de eficácia diferiram entre os grupos de partes interessadas. CONCLUSÃO: As RAPs em PRMs se beneficiam de objetivos claramente definidos e desfechos mensuráveis, o que facilita a avaliação. Para maximizar os benefícios, é necessário prestar atenção cuidadosa aos aspectos do design e operação da rede. Pesquisas futuras podem lançar luz sobre algumas das peças faltantes de evidência sobre sua eficácia ao considerar, por exemplo, as consequências diferenciais dos modos de estabelecimento e operação da rede, incluindo consequências não intencionais nos sistemas nos quais residem, e avaliando as implicações a longo prazo.
Agyemang-Benneh et al. (Ter,) estudaram esta questão.