Key points are not available for this paper at this time.
PROPÓSITO: Atualmente, acredita-se que a propulsão na natação estilo crawl seja alcançada por forças de levantamento e arrasto, predominantemente geradas pelas mãos. O cálculo dessas forças propulsivas depende da suposição quase-estacionária de que o comportamento dinâmico do fluido de um modelo de mão em um canal de fluxo (velocidade e orientação constantes) é semelhante ao de uma mão de um nadador real. No entanto, tanto as análises experimentais quanto as teóricas sugerem que essa suposição é questionável e que mecanismos de propulsão não estacionários e rotacionais desempenham um papel significativo. Considerações teóricas sugerem que a rotação do braço poderia levar a um gradiente de pressão proximodistal, que induziria um fluxo axial significativo ao longo do braço em direção à mão. MÉTODOS: Para obter insights sobre tais mecanismos, utilizamos tufos para estudar as direções do fluxo ao redor do braço e da mão durante o crawl, que consiste em uma fase de deslizamento, uma fase de varredura interna e uma fase de varredura externa. Em um segundo experimento, medimos a pressão durante o movimento em vários pontos ao longo do braço e da mão. RESULTADOS: Observou-se que 1) o fluxo durante a varredura interna e parte da varredura externa era altamente não estacionário; 2) os movimentos do braço eram em grande parte rotacionais; 3) um componente de fluxo axial claro, não na direção do movimento do braço, foi observado durante a varredura interna e externa; e 4) tanto a disposição em forma de V "contraindo" dos tufos durante a varredura externa quanto as gravações de pressão apontam para um gradiente de pressão ao longo da direção do braço durante a varredura externa, como previsto em bases teóricas. CONCLUSÃO: Nossos resultados demonstram a realidade dos efeitos rotacionais e não estacionários previstos durante a natação estilo crawl. Hipotetizamos que o fluxo axial observado durante a varredura externa tem um efeito que aumenta a propulsão ao aumentar a diferença de pressão sobre a mão. Investigações adicionais são necessárias para estabelecer com mais precisão o papel do fluxo axial na propulsão.
Toussaint et al. (Sex,) estudaram esta questão.