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Para avaliar o enfrentamento religioso na esquizofrenia, desenvolvemos e testamos uma grade clínica, já que não existe um questionário validado para essa população. Cento e quinze pacientes ambulatoriais foram entrevistados. Os resultados obtidos por 2 clínicos foram comparados. A religião foi central na vida de 45% dos pacientes, 60% usaram a religião extensivamente para lidar com sua doença. A religião é um constructo multifacetado. A análise de componentes principais revelou 4 fatores: dimensão subjetiva, dimensão coletiva, sinergia com o tratamento psiquiátrico e facilidade de falar sobre religião com o psiquiatra. Associações diferentes foram encontradas entre esses fatores e psicopatologia, abuso de substâncias e adaptação psicossocial. A alta prevalência de espiritualidade e de enfrentamento religioso indica claramente a necessidade de abordar a espiritualidade no cuidado ao paciente. Nossa grade clínica é adequada para esse propósito. Ela provou sua aplicabilidade a uma ampla diversidade de crenças religiosas, mesmo as patológicas. A confiabilidade entre juízes e a validade do constructo foram altas e não é necessário treinamento específico.
Mohr et al. (qui,) estudaram essa questão.