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FUNDAMENTOS: Em esportes que envolvem pivô e aterrissagem, as atletas do sexo feminino sofrem lesões no joelho em uma taxa maior do que os atletas do sexo masculino. HIPÓTESES: Deficiências proprioceptivas no controle do core do corpo podem afetar a estabilidade dinâmica do joelho. Atletas femininas, mas não masculinos, que sofreram uma lesão no joelho durante um período de acompanhamento de 3 anos apresentariam diminuição da propriocepção do core nos testes iniciais em comparação com atletas não lesionados. DESENHO DO ESTUDO: Estudo de coorte (prognóstico); Nível de evidência, 2. MÉTODOS: Os sujeitos do estudo foram 277 atletas universitários (140 mulheres, 137 homens) que foram testados prospectivamente para propriocepção do core por meio de reposicionamento proprioceptivo ativo e passivo. Os atletas foram monitorados quanto a lesões por 3 anos. Uma ANOVA e regressão logística multivariada foram utilizadas para testar se a propriocepção do core estava relacionada a lesões no joelho em atletas. RESULTADOS: Vinte e cinco atletas sofreram lesões no joelho (11 mulheres, 14 homens). Deficiências no reposicionamento proprioceptivo ativo foram observadas em mulheres com lesões no joelho (2,2 graus) e lesões ligamentares/meniscais (2,4 graus) em comparação com mulheres não lesionadas (1,5 graus, P ou= .05). Mulheres não lesionadas apresentaram erro médio significativamente menor no reposicionamento proprioceptivo ativo do que homens não lesionados (1,5 graus vs 1,7 graus, P <ou= .05). Para cada aumento de um grau no erro médio de reposicionamento proprioceptivo ativo, foi observada um aumento de 2,9 vezes na razão de chances de lesão no joelho, e um aumento de 3,3 vezes na razão de chances de lesão ligamentar/meniscal (P <ou= .01). O reposicionamento proprioceptivo ativo previu o status de lesão no joelho com 90% de sensibilidade e 56% de especificidade em atletas femininas. CONCLUSÕES: A propriocepção do core prejudicada, medida pelo reposicionamento proprioceptivo ativo do tronco, previu o risco de lesão no joelho em atletas femininas, mas não em masculinos.
Zazulak et al. (Sex,) estudaram essa questão.