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OBJETIVOS: As amizades contribuem de maneira única para o bem-estar na (tardia) idade adulta. No entanto, estudos sobre amizade frequentemente ignoram as diferenças interindividuais nos padrões de amizade. O objetivo deste estudo foi investigar tais diferenças, incluindo seus preditores. MÉTODO: O estudo baseia-se no modelo qualitativo de estilos de amizade de Matthews. Matthews distinguiu 3 abordagens à amizade que diferem pelo número de amigos, duração das amizades e proximidade emocional. Usamos análise de classe latente para identificar tipos de redes de amizade em uma amostra de adultos de meia-idade e idosos com idades entre 40 e 85 anos (N = 1.876). Os dados vieram da Pesquisa Alemã de Envelhecimento (DEAS). RESULTADOS: Nossa análise revelou 4 tipos distintos de redes de amizade que estavam em alta congruência com a tipologia de Matthews. Identificamos esses como um estilo discernente, que foca em poucas relações próximas, um estilo independente, que evita engajamentos próximos, e 2 estilos acquisitivos que ambos adquirem novos amigos ao longo de sua vida, mas diferem quanto à proximidade emocional de suas amizades. O status socioeconômico, gênero, saúde e variáveis que perturbam e sustentam a rede previram afiliações com tipos de rede. DISCUSSÃO: Argumentamos que estudos futuros devem considerar uma visão holística das amizades a fim de entender melhor a associação entre amizades e bem-estar na segunda metade da vida.
Miche et al. (Mon,) estudaram essa questão.