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INTRODUÇÃO: O objetivo do presente estudo foi medir a incidência e o desfecho de pacientes sépticos que se apresentaram no departamento de emergência (DE) com critérios para terapia direcionada a metas precoces (EGDT). MÉTODO: Este estudo hospitalar, retrospectivo e observacional, utilizando bancos de dados eletrônicos coletados prospectivamente, foi realizado em um hospital de ensino em Melbourne, Austrália. Realizamos uma triagem eletrônica cega para desfecho de pacientes com infecção internados pelo DE de 1 de janeiro de 2000 a 30 de junho de 2003. Obtivemos dados sobre demografia, características laboratoriais e clínicas na admissão. Usamos registros em papel para confirmar a identificação eletrônica de candidatos para EGDT e estudar seu tratamento. Acompanhamos todos os pacientes até a alta hospitalar ou morte. RESULTADOS: Dos 4.784 pacientes do DE com diagnóstico de doença infecciosa, apenas 50 atenderam aos critérios clínicos de inclusão publicados para EGDT (candidatos a EGDT). Desses pacientes, 37 (74%) sobreviveram à internação hospitalar, dois (4%) morreram no DE, oito (16%) morreram na unidade de terapia intensiva e três (6%) morreram na enfermaria. Após revisão de todas as paradas cardíacas na enfermaria e mortes não-NFR ('não para ressuscitação') na enfermaria, identificamos mais dois candidatos potenciais para EGDT, resultando em uma mortalidade geral de 28,8% (15 de 52 pacientes). A análise do tratamento mostrou que o dobro (70%) dos candidatos a EGDT recebeu terapia com vasopressores no DE, e sua pressão venosa central média inicial (10,8 mmHg) foi quase o dobro da dos pacientes do estudo EGDT conduzido por Rivers e colaboradores. CONCLUSÃO: Em um hospital de ensino australiano, os candidatos a EGDT eram incomuns e, na ausência de um protocolo de EGDT, sua mortalidade foi inferior à reportada com EGDT.
Ho et al. (Terç,) estudaram essa questão.