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A cada ano, diretrizes clínicas baseadas em evidências ganham mais espaço na prática dos profissionais de saúde e na organização dos serviços. Devido à escassez de publicações científicas focadas em doenças da pobreza, o desenvolvimento de diretrizes clínicas bem fundamentadas torna-se cada vez mais importante. Diante disso, este artigo tem como objetivo avaliar a qualidade das diretrizes brasileiras para essas doenças. O método AGREE II foi utilizado para avaliar 16 diretrizes para doenças relacionadas à pobreza (DRP) e 16 diretrizes para doenças globais cujo tratamento requer tecnologias de alto custo (TAC), com a finalidade de comparar os resultados. Foi encontrado que, em geral, o padrão de qualidade do desenvolvimento de diretrizes é mais alto para as diretrizes de TAC do que para as diretrizes de DRP, com ênfase nos domínios "rigor de desenvolvimento" (48% e 7%) e "independência editorial" (43% e 1%), respectivamente, que apresentaram as maiores discrepâncias. As diretrizes de TAC mostraram resultados próximos ou acima das médias internacionais, enquanto as diretrizes de DRP mostraram resultados mais baixos nos 6 domínios avaliados. Pode-se concluir que as prioridades no desenvolvimento de protocolos clínicos precisam de algum redirecionamento para qualificar as diretrizes que definem a organização da saúde e o cuidado das populações vulneráveis.
Santana et al. (Wed,) estudaram essa questão.