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OBJETIVO: Investigar a conectividade funcional dinâmica das redes talamocorticais em pacientes com enxaqueca interictal e se características clínicas estão associadas à conectividade anormal. MÉTODOS: Investigamos a conectividade funcional de rede dinâmica (dFNC) do cérebro de enxaqueca em 89 pacientes com enxaqueca interictal e 70 controles saudáveis. Focamos nas propriedades temporais da conectividade talamocortical usando correlação cruzada com janela deslizante, análise de estado de agrupamento e métodos de teoria dos grafos. Relações entre sintomas clínicos e dFNC anormal foram avaliadas usando um modelo de regressão linear multivariada. RESULTADOS: Cinco estados cerebrais de dFNC foram identificados para caracterizar e comparar padrões de conectividade funcional dinâmica. Demonstra-se que os enxaquecosos passaram mais tempo em um estado entre-redes fortemente interconectado, mas passaram menos tempo em um estado de conectividade esparsamente conectado. Interessantemente, encontramos que dFNC anormal do tálamo posterior (núcleo pulvinar) com o córtex visual e o precúnio estavam significativamente correlacionados com a frequência de dor de cabeça da enxaqueca. Mais medidas topológicas revelaram que os enxaquecosos tinham eficiência de transferência de informação significativamente menor tanto na dFNC global quanto na local. CONCLUSÃO: Nossos resultados demonstraram um estado patológico transitório com conectividade talamocortical atípica em enxaquecosos e ampliaram as descobertas atuais sobre redes talamocorticais anormais e disritmia na enxaqueca.
Tu et al. (Sáb,) estudaram esta questão.