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Desde a descrição de Binswanger da encefalopatia arteriosclerótica subcortical em 1894, numerosos casos foram relatados. Vários autores duvidam da validade desta doença, embora a maioria a considere uma entidade doente. Relatamos sete casos com esse tipo de palidez da mielina, dos quais apenas dois são acompanhados por um histórico de demência. Entre os sete casos, dois apresentaram arteriosclerose de artérias penetrantes e arteriolos na substância branca cerebral. A microscopia eletrônica mostrou divisão das bainhas de mielina, provavelmente resultado de edema. Ao revisar o suprimento sanguíneo da substância branca cerebral, concluímos que nenhuma alteração patológica dos ramos medulares das artérias cerebrais, os mesmos vasos que suprem a substância branca, pode dar origem a tal palidez difusa da substância branca e poupar as fibras arcuadas. Essa palidez pode ser devido apenas ao edema cerebral, mais provavelmente de origem hipóxica-isquêmica, hipotensiva ou acidótica. Também sustentamos que a arteriosclerose só pode causar demência através de múltiplos infartos ou lacunas, se de fato levar à demência.
Huang et al. (qua,) estudaram essa questão.
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