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A depuração renal do antagonista do ácido fólico, metotrexato, foi comparada com a de inulina e para‐aminohippurato em 15 pacientes com malignidade disseminada. A depuração do metotrexato superou a depuração da inulina em todos os casos, indicando que o metotrexato não é apenas filtrado, mas também secretado ativamente pelos túbulos renais. A administração intravenosa simultânea de ácidos orgânicos fracos resultou, geralmente, em efeitos supressivos na depuração do metotrexato. O salicilato e altas concentrações de para‐aminohippurato reduziram a depuração do metotrexato bem abaixo da taxa de filtração glomerular; enquanto que, o sulfisoxazol teve apenas um efeito mínimo na depuração total do metotrexato. As variações da ligação de proteínas plasmáticas do metotrexato induzidas por esses mesmos medicamentos não correlacionaram com a direção ou grau da depuração do metotrexato. Conclui-se a partir desses estudos que o metotrexato é excretado por uma combinação de filtração glomerular e transporte tubular ativo e que a depuração do metotrexato não está diretamente relacionada ao nível de metotrexato livre apresentado aos rins. Além disso, sugere-se que as alterações na ligação de proteínas plasmáticas e na depuração renal do metotrexato provocadas pela administração simultânea de outros ácidos orgânicos podem ser exploráveis clinicamente na quimioterapia do câncer.
Liegler et al. (Sat,) estudaram essa questão.