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A presente pesquisa teve como objetivo comparar uma análise de tempo-movimento e tática entre competições internacionais e combates olímpicos durante lutas de judô. O estudo considerou 2.316 combates masculinos em 2011 e 2012 realizados por 22 homens de cada categoria classificados como os melhores do mundo e qualificados para os Jogos Olímpicos de 2012. Desse total, realizou-se uma seleção randomizada de 112 desempenhos em combates (56 de competições internacionais (combates vitoriosos=56, combates perdedores=56) e 56 de combates olímpicos (combates vitoriosos=56, combates perdedores=56)). As fases de combate observadas foram: i) aproximação, ii) pegada, iii) ataque (separado em quatro orientações), iv) defesa, v) combate no solo e vi) pausa. Foi realizada análise de variância com medidas repetidas, p≤0,05. Em relação ao combate no solo, os combates olímpicos perdedores, com 33,9(2,9)s e 7(3;11) frequências por combate, demonstraram períodos mais longos e maior frequência do que os combates vitoriosos em campeonatos internacionais, com 18,3(2,9)s e 3(1; 6) de frequência, respectivamente. Os combates olímpicos perdedores, com 1,3(1,7)s, demonstraram períodos mais curtos de Ataque para a Direita do que os combates vitoriosos em campeonatos internacionais, com 2,8(3,8). As presentes diferenças na análise tática e de tempo-movimento podem ser utilizadas para conduzir atividades de judô com desenvolvimentos táticos e elementos físicos com demandas específicas análogas.
Miarka et al. (Fri,) estudaram essa questão.