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INTRODUÇÃO: A adesão à terapia antirretroviral (TAR) em crianças é complicada e pode ser devido a muitos fatores, como características da criança, características do cuidador e da família, características do regime, entre outros. Portanto, é importante identificar os fatores associados à adesão em crianças infectadas pelo HIV para reduzir o risco de desenvolvimento de falha no tratamento ou resistência a medicamentos por meio de intervenções. Esta pesquisa foi planejada para descobrir a taxa de adesão à TAR e seus fatores associados entre as crianças em Mekelle, região de Tigray, Etiópia. MÉTODOS: Um estudo transversal foi conduzido em dois hospitais em Mekelle: Hospital de Referência Ayder e Hospital de Mekelle, durante os meses de fevereiro a março de 2013. Um questionário estruturado foi administrado aos cuidadores para avaliar a adesão dos pacientes. RESULTADOS: De um total de 193 pacientes, 83,4% segundo relatos dos cuidadores estavam aderentes à TAR nos sete dias anteriores à entrevista. No modelo de regressão logística multivariada, constatou-se que as crianças cujos cuidadores eram solteiros (AOR = 15,17, IC de 95%: 3,36-68,43) e casados (AOR = 3,54, IC de 95%: 1,23-10,13) eram mais propensas a aderir ao tratamento com TAR do que aquelas cujos cuidadores eram divorciados/separados. Da mesma forma, crianças cujos cuidadores pertenciam às faixas etárias de 25-34 (AOR = 22,27, IC de 95%: 4,34-114,29) e 35-44 (AOR = 7,14, IC de 95%: 1,65-30,95) eram mais propensas a aderir do que seus pares. Os principais motivos relatados pelos cuidadores para a falta de medicamentos incluem: depressão da criança (24,4%), efeitos colaterais dos medicamentos (16,3%), muitas cápsulas (15,5%) e dificuldade em engolir cápsulas (13,3%). CONCLUSÕES: A prevalência de adesão à TAR entre crianças foi considerada alta e comparável à de outros contextos similares. No entanto, incentivar o papel fundamental dos cuidadores é muito significativo para melhorar a adesão entre aqueles que perderam uma dose ou mais e, consequentemente, os resultados do tratamento de crianças com HIV.
Eticha et al. (Sáb,) estudaram esta questão.