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FUNDAMENTOS: A síndrome metabólica (SM) é um distúrbio metabólico associado à obesidade, diabetes tipo II e "inflamação de baixo grau", com o concomitante aumento do risco de eventos cardiovasculares. A remoção dos sinais mediadores inflamatórios é uma estratégia promissora para proteger contra resistência à insulina, obesidade e outros problemas associados à SM, como doença cardiovascular. O objetivo da presente investigação foi determinar o "status inflamatório e de estresse" em um modelo experimental de SM e avaliar o efeito de um programa de exercício habitual e a adaptação induzida pelo treinamento aos efeitos de uma única sessão de exercício agudo. MÉTODOS: Ratos Zucker obesos (fa/fa) foram utilizados como modelo experimental de SM, e ratos Zucker magros (Fa/fa) foram utilizados para valores de referência. O exercício habitual (realizado pelos rats obesos) consistiu em corrida na esteira: 5 dias/semana por 14 semanas, a 35 cm/s por 35 min no último mês. O exercício agudo consistiu em uma única sessão de 25-35 min a 35 cm/s. As concentrações circulantes de IL-6 (uma citocina que regula as respostas inflamatórias e metabólicas), CRP (um marcador inflamatório sistêmico) e corticosterona (CTC) (o principal glicocorticoide nos ratos) foram determinadas por ELISA, e a de noradrenalina (NA) foi determinada por HPLC. A glicose foi determinada por métodos padrão. RESULTADOS: Os animais geneticamente obesos mostraram níveis circulantes mais altos de glicose, IL-6, PCR e NA em comparação com os animais magros de controle. O programa de exercício habitual aumentou a concentração de IL-6, CRP, NA e glicose, mas diminuiu a de CTC. O exercício agudo aumentou IL-6, CRP e NA nos animais obesos sedentários, mas não nos animais obesos treinados. CTC foi aumentada após o exercício agudo apenas nos animais treinados. CONCLUSÃO: Animais com SM apresentam uma desregulação no mecanismo de feedback entre IL-6 e NA, o que pode contribuir para a inflamação sistêmica de baixo grau e/ou hiperglicemia da SM. Uma intensidade de exercício inadequada pode piorar essa desregulação, contribuindo para os distúrbios metabólicos, inflamatórios e de estresse associados à SM. O exercício habitual (ou seja, treinamento) induz uma adaptação positiva na resposta ao exercício agudo.
Martín-Cordero et al. (2011) estudaram esta questão.
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