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A doença pelo vírus da lagoa da tilápia (TiLVD) emergiu como uma doença viral importante da tilápia do Nilo cultivada (Oreochromis niloticus), tendo o potencial de impedir a expansão da produção aquícola. Existe uma necessidade de ferramentas diagnósticas rápidas para identificar peixes infectados e limitar a disseminação nas fazendas individuais. Relatamos a primeira detecção da infecção por TiLV por PCR em tilápias do Nilo cultivadas e selvagens do Lago Vitória. Não houve diferença na prevalência entre as amostras de peixes cultivados e selvagens (p = .65), e das 442 amostras examinadas de 191 peixes, 28 foram positivas para TiLV por PCR. Em termos de distribuição tecidual, os rins (7,69%, N = 65) e o baço (10,99%, N = 191) tiveram a maior prevalência (p < .0028), seguidos pelas amostras do coração (3,45%, N = 29). Por outro lado, a prevalência foi baixa no fígado (0,71%, N = 140) e ausente nas amostras do cérebro (0,0%, N = 17), que já foram mostradas como órgãos-alvo durante infecções agudas. A análise filogenética mostrou homologia entre nossas sequências e aquelas de recentes surtos em Israel e Tailândia. Dado que essas descobertas foram baseadas na detecção de ácido nucleico por PCR, estudos futuros devem buscar isolar o vírus de peixes no Lago Vitória e mostrar sua capacidade de causar doenças e virulência em peixes suscetíveis.
Mugimba et al. (2018) estudaram essa questão.
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