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Embora esquecido pela história, os casos da Cláusula do Ouro de 1935, que tratavam da ab-rogação de obrigações indexadas ao ouro, foram instantaneamente chamados de marcos históricos. Perry v. U.S., o caso que aborda contratos de obrigações federais, deve ser lembrado como um importante exemplo de retirada judicial estratégica. Esperando que um resultado desfavorável provocasse um ataque e prejudicasse sua legitimidade, a Suprema Corte concedeu à administração uma importante vitória técnica. Este artigo elucida três condições necessárias para a retirada: (1) preferências muito fortes de resultado do governo, (2) sinais de um ataque direto, e (3) um ambiente que torna essas ameaças credíveis. Compara os casos da Cláusula do Ouro com um caso de controle, U.S. v. Butler. Mostra que os primeiros atenderam fortemente às condições, enquanto o último, no qual o Tribunal tomou uma decisão sincera, não atendeu. Por fim, refuta explicações legais e atitudinais e argumenta que a opinião de Perry foi escrita para, relutantemente, alcançar o resultado estrategicamente necessário, concedendo uma vitória técnica no remédio.
David Glick (qua,) estudou essa questão.
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