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FUNDAMENTOS E OBJETIVO: A insônia é um transtorno comum e debilitante que está frequentemente associado a importantes consequências para a saúde física e o bem-estar. MÉTODOS: Um grupo internacional de especialistas considerou o estado atual do conhecimento com base nas publicações mais relevantes dos últimos 5 anos, discutiu os desafios atuais no campo da insônia e identificou prioridades futuras. RESULTADOS: A associação das trajetórias de insônia com a qualidade de vida, saúde e mortalidade subsequentes deve ser investigada em grandes populações. Estudos de economia da saúde prospectivos que separam os custos impulsionados especificamente pela insônia e os custos atribuíveis a seus efeitos a longo prazo são necessários. Ignorar a heterogeneidade dos pacientes com insônia leva a diagnósticos inadequados e tratamentos ineficientes. Intervenções individualizadas devem ser promovidas. Mais dados são necessários tanto sobre o impacto do sono em efeitos de curto prazo, como a regulação emocional, quanto sobre o esforço compensatório potencial para contrabalançar as deficiências diurnas. Outra lacuna é a definição de déficits neurocognitivos em pacientes com insônia comparados a sujeitos normais após perda crônica de sono. Existem também várias lacunas importantes relacionadas ao tratamento da insônia. Diretrizes de especialistas indicam terapia cognitivo-comportamental para insônia como tratamento de primeira linha. No entanto, elas negligenciam a realidade dos principais prestadores de saúde. O papel da terapia combinada, terapia cognitivo-comportamental para insônia mais tratamento farmacológico, deve ser avaliado mais extensivamente. CONCLUSÃO: Embora o transtorno de insônia possa afetar grandes proporções da população, há várias lacunas significativas nos estudos epidemiológicos/clínicos/de pesquisa realizados até agora. Em particular, a identificação de diferentes fenótipos de insônia poderia permitir terapias mais custo-efetivas e eficientes.
Ferini‐Strambi et al. (Ter,) estudaram essa questão.