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Usando leis de falência como um caso de instituições formais, mostramos como as instituições formais impactam o desenvolvimento do empreendedorismo. Historicamente, as leis de falência costumam ser severas. Recentemente, muitos governos perceberam que leis de falência amigáveis para o empreendedor podem não apenas reduzir as barreiras de saída, mas também diminuir as barreiras de entrada para os empreendedores. Como as leis de falência não são uniformes em todo o mundo, é importante entender como elas diferem em sua amigabilidade com os empreendedores. Este artigo foca em seis dimensões de amigabilidade com o empreendedor: (1) a disponibilidade de uma opção de falência por reorganização, (2) o tempo gasto em procedimentos de falência, (3) o custo dos procedimentos de falência, (4) a oportunidade de um novo começo na falência por liquidação, (5) a oportunidade de ter uma suspensão automática de ativos durante a falência por reorganização, e (6) a oportunidade para empreendedores e gerentes permanecerem no trabalho após a solicitação de falência. Com o intuito de abranger tanto economias desenvolvidas quanto emergentes e de utilizar exemplos geograficamente diversos, utilizamos dados da Austrália, Canadá, Chile, Finlândia, Hong Kong, Japão, Noruega, Peru, Singapura, Coreia do Sul, Tailândia, Estados Unidos e outros países para ilustrar essas diferenças. No geral, este artigo contribui para a visão baseada em instituições do empreendedorismo ao destacar o papel importante que instituições formais, como leis de falência, desempenham no desenvolvimento do empreendedorismo em todo o mundo.
Peng et al. (Sex,) estudaram esta questão.