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MOTIVAÇÃO: A dor crônica é uma condição prevalente que afeta desproporcionalmente as mulheres, prejudicando significativamente seu funcionamento. Compreender sua prevalência e impacto é essencial para o desenho de intervenções eficazes. Este estudo teve como objetivo determinar a prevalência da dor crônica entre mulheres e avaliar seus efeitos no funcionamento. MÉTODOS: Esta análise transversal utilizou dados do Estudo Nacional sobre Deficiência (ENDISC-2022) no Chile, focando em mulheres com 18 anos ou mais. A dor crônica foi avaliada por meio de dados autorrelatados, e o funcionamento foi avaliado usando indicadores de desempenho derivados do Modelo de Pesquisa sobre Deficiência (MDS). Modelos Lineares Generalizados (GLM) foram aplicados para examinar associações com variáveis sociodemográficas e psicossociais, e análises estratificadas compararam mulheres com e sem dor crônica. RESULTADOS: Entre os 30.010 participantes do estudo ENDISC, 14,8% relataram dor crônica, sendo que 67,1% das pessoas afetadas eram mulheres. As mulheres que experimentaram dor crônica apresentaram pontuações de desempenho significativamente piores em todos os domínios avaliados em comparação com suas contrapartes sem dor. A análise de regressão GLM revelou que mulheres com dor crônica tiveram um risco significativamente maior de pontuações de funcionamento piores em comparação com aquelas sem dor crônica. CONCLUSÕES: Fatores sociodemográficos, como idade, nível educacional e status de emprego, influenciaram ainda mais os resultados, sublinhando a vulnerabilidade das mulheres com dor crônica. A dor crônica é uma questão significativa e abrangente entre as mulheres no Chile, prejudicando marcadamente seu funcionamento e bem-estar. Abordagens e políticas sensíveis ao gênero são cruciais para reduzir o peso da dor crônica e melhorar a qualidade de vida das mulheres afetadas, especialmente aquelas em grupos sociodemográficos vulneráveis. SIGNIFICADO: As descobertas destacam a necessidade de intervenções direcionadas que abordem a natureza multifacetada da dor crônica, incluindo suas dimensões físicas, psicológicas e sociais em mulheres com dor e um olhar mais sensível para as dificuldades enfrentadas por essa população, como questões de trabalho.
Barreto et al. (Terça,) estudaram essa questão.
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