RESUMO Este estudo investiga o impacto das finanças digitais e da inclusão financeira nas emissões de carbono dentro de uma estrutura de painel multicountry, contribuindo para a emergente literatura de Finanças 5.0 que liga a transformação digital à sustentabilidade ambiental. Utilizando dados para 540 observações de país-ano, empregamos uma combinação de técnicas econométricas lineares e não lineares, incluindo regressão de transição suave em painel (PSTR), efeitos correlacionados comuns (CCE), grupo médio aumentado (AMG) e estimadores de variável instrumental GMM. Os resultados revelam uma relação não linear, dependente do regime, entre finanças digitais e emissões de carbono. As finanças digitais aumentam as emissões em níveis baixos de penetração digital, mas reduzem significativamente as emissões uma vez que um limiar crítico de digitalização é ultrapassado, confirmando a dinâmica de “primeiro promover, depois inibir”. A inclusão financeira, por outro lado, exibe um efeito positivo e robusto sobre as emissões de carbono, particularmente em economias emergentes e em desenvolvimento onde mecanismos orientados para o consumo dominam. As estimativas do subgroup AMG mostram ainda que as finanças digitais produzem efeitos mais fortes de redução de emissões em economias avançadas do que em economias em desenvolvimento, refletindo diferenças em infraestrutura, capacidade regulatória e adoção de energia renovável. Testes de robustez utilizando IV–GMM, CCE–MG e validação de limite baseada em bootstrap confirmam a estabilidade das principais descobertas. As implicações políticas sugerem que os sistemas financeiros digitais tornam-se benéficos para o meio ambiente apenas quando suportados por uma infraestrutura digital adequada, estruturas de finanças verdes e maturidade institucional. O estudo sublinha a necessidade de estratégias de sequenciamento que integrem digitalização com regulamentação financeira orientada para o clima para garantir que a inclusão financeira e o desenvolvimento de FinTech contribuam para uma transição de baixo carbono.
Utku Altunöz (Sun,) estudou essa questão.
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