Este artigo examina o papel benéfico da atividade físico-motora como uma intervenção terapêutica complementar para indivíduos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outros distúrbios do neurodesenvolvimento. Com base em mais de três décadas de experiência prática em educação física adaptativa e treinamento esportivo, combinadas com evidências da literatura científica, o autor destaca os efeitos positivos da atividade física estruturada no desenvolvimento motor, regulação comportamental, interação social, bem-estar emocional e funcionamento cognitivo. O artigo revisa estudos que demonstram que o exercício físico regular, particularmente quando incorporado em programas de intervenção precoce, pode contribuir para melhorias nas habilidades de comunicação social, capacidades motoras, autorregulação e na qualidade de vida geral de indivíduos com TEA. Atenção especial é dada aos mecanismos neurobiológicos que sustentam esses benefícios, incluindo a influência do exercício em neurotransmissores como serotonina, dopamina, endorfinas e norepinefrina, bem como na neuroplasticidade e fatores neurotróficos derivados do cérebro. Além de discutir as evidências científicas atuais, o artigo apresenta insights derivados do trabalho de longo prazo do autor com a ONG Actitud em Lima, Peru, onde programas de atividade física foram implementados para apoiar indivíduos com TEA e condições relacionadas. O autor argumenta que a atividade físico-motora deve ser reconhecida como um componente essencial de abordagens terapêuticas integrativas, promovendo não apenas a saúde física, mas também o desenvolvimento cognitivo, emocional, social e inclusivo. O artigo defende uma maior reconhecimento da atividade física como uma valiosa estratégia de intervenção em programas de apoio ao autismo e incentiva mais pesquisas sobre seu papel na modificação comportamental e nos resultados de desenvolvimento para pessoas com distúrbios do neurodesenvolvimento.
Julio Salazar Gonzales (Qui,) estudou esta questão.
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