Esta dissertação adota uma abordagem historiográfica-afronográfica, examinando a parteira afro-americana desde sua colocação forçada nas plantações do sul dos Estados Unidos até os dias atuais. Essas parteiras foram guardiãs de uma rica tradição cultural fundamentada em uma episteme matriarcal africana. Existe uma longa história de desvalorização do corpo da mulher africana, construída sobre uma falsa hierarquia racial onde as mulheres negras estavam no fundo, o nível mais baixo da sociedade. Ela teve que suportar horrores inimagináveis dentro dos limites de uma sociedade racista e patriarcal que era antitética à preservação do espírito e da cultura africana. Parteiras negras conseguiram acessar um profundo coletivo epistemológico ancestral, concedendo acesso a conhecimentos sobre parto que foram mantidos e preservados por milhares de anos. A sobrevivência desse conhecimento dependia da adaptabilidade da parteira a um ambiente estrangeiro que não compartilhava os valores culturais africanos de respeito pelas mulheres e pelo maternar. Muitos já escreveram sobre a medicalização do parto nos Estados Unidos e o desaparecimento das Grand Black midwives. Este trabalho visa mostrar que o legado das Grand Black midwives vive nas parteiras negras contemporâneas e na continuidade de suas tradições culturais africanas de parto, apesar dos ataques para destruir sua reputação como curadoras.
Olivia Ann Chambers (Thu,) estudou esta questão.
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