RESUMO Introdução O melasma é um distúrbio de hiperpigmentação comum, que afeta principalmente mulheres, influenciado pela exposição a raios ultravioleta, hormônios e genética. A fórmula de Kligman é uma terapia de primeira linha, mas evidências emergentes sugerem que a metformina tópica, um antidiabético com efeitos antimelanogênicos, pode aprimorar os resultados do tratamento. O objetivo deste estudo é comparar a eficácia e a segurança da fórmula de Kligman com e sem metformina tópica a 30% no melasma facial bilateral. Métodos Neste ensaio clínico randomizado, duplo-cego e de face dividida, 31 pacientes com melasma facial simétrico aplicaram o Creme A (fórmula de Kligman + 30% metformina) de um lado e o Creme B (fórmula de Kligman isoladamente) do outro por 2 meses. Os desfechos incluíram escores MASI, gradação de repigmentação, satisfação do paciente através da Escala Visual Analógica (EVA) e perfis de efeitos colaterais avaliados na linha de base, pós-tratamento e 2 meses após a descontinuação. Resultados Ambos os tratamentos reduziram significativamente a pigmentação e melhoraram a homogeneidade. O Creme B mostrou uma redução ligeiramente maior na escuridão, enquanto o Creme A levou a uma repigmentação mais estável e menos casos de hiperpigmentação pós-inflamatória. Não foram encontradas diferenças significativas entre os escores pós-tratamento e os de acompanhamento. Os escores da EVA indicaram alta satisfação dos pacientes em ambos os grupos. Conclusão A adição de 30% de metformina tópica à fórmula de Kligman é segura e comparativamente eficaz no tratamento do melasma, oferecendo benefícios potenciais na estabilidade do pigmento e na redução da HIP. Embora as diferenças não tenham sido estatisticamente significativas, tendências clínicas apoiam uma investigação mais aprofundada através de estudos maiores e de longo prazo. Registro do Ensaio Identificador ClinicalTrials.gov: IRCT20150706023081N2
Iraji et al. (Mon,) estudaram esta questão.