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INTRODUÇÃO: O objetivo deste estudo foi determinar a taxa de portadores assintomáticos e a disseminação de microrganismos multirresistentes (MDRO) e identificar fatores de risco para a presença de Enterobacteriaceae produtoras de beta-lactamase de espectro expandido (ESBL-E) em 12 instituições de longa permanência (LTCFs) em Amsterdã, Países Baixos. MATERIAL E MÉTODOS: De novembro de 2014 a agosto de 2015, fezes e swabs nasais de residentes de LTCFs em Amsterdã, Países Baixos foram coletados e analisados quanto à presença de bactérias Gram-negativas multirresistentes (MDRGN), incluindo ESBL-E, Enterobacteriaceae produtoras de carbapenemase (CPE), Enterobacteriaceae resistentes à colistina e Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA) e enterococos resistentes à vancomicina (VRE). Análise de regressão logística foi realizada para avaliar associações entre variáveis e portadores de ESBL. RESULTADOS: Um total de 385 residentes de 12 LTCFs (faixa de 15-48 residentes por LTCF) foram incluídos. A prevalência de portadores de MDRGN foi de 18,2% (faixa entre LTCFs 0-47%) e a prevalência de ESBL-E sozinha foi de 14,5% (faixa entre LTCFs: 0-34%). Dos 63 residentes positivos para MDRGN, 50 (79%) eram positivos para ESBL-E, dos quais 43 (86%) produziram CTX-M. Entre 44 residentes com amostras fecais positivas para ESBL-E, dos quais os dados sobre precauções de contato estavam disponíveis no momento da coleta, apenas 9 (20%) já eram conhecidos como portadores de ESBL-E. A prevalência de portadores de MRSA foi de 0,8% (faixa por LTCF: 0-7%) e VRE 0%. Um residente colonizado por CPE foi encontrado. Todas as amostras fecais testaram negativo para presença de resistência mediada por plasmídio à colistina (MCR-1). A tipagem de isolados por Polimorfismo de Comprimento de Fragmento Amplificado (AFLP) revelou cinco clusters de MDRGN, dos quais um foi encontrado em múltiplas LTCFs e quatro foram encontrados em LTCFs únicas, sugerindo transmissão dentro e entre LTCFs. Na análise multivariada, apenas a presença de MDRO no ano anterior permaneceu como fator de risco para portadores de ESBL-E. CONCLUSÕES: A taxa de portadores de ESBL entre residentes em LTCFs é quase duas vezes maior do que na população geral, mas varia consideravelmente entre LTCFs em Amsterdã, enquanto a presença de MRSA e VRE é baixa. A maioria (80%) dos residentes positivos para ESBL-E não havia sido detectada por cultura rotineira de amostras clínicas no momento da coleta. As práticas atuais de controle de infecção em LTCFs em Amsterdã não previnem a transmissão. Tanto a melhoria da higiene básica quanto o financiamento para triagem laboratorial devem permitir que os LTCFs em Amsterdã desenvolvam padrões de atendimento para prevenir a transmissão de ESBL-E.
Dulm et al. (Qui,) estudaram essa questão.
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