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Para controlar a epidemia de resistência a antibióticos, é necessário entender a distribuição de material genético que codifica resistência a antibióticos no ambiente e como os insumos antropogênicos, como os efluentes, afetam essa distribuição. Aproximadamente dois terços dos antibióticos administrados a humanos são beta-lactâmicos, para os quais o principal mecanismo de resistência bacteriana é a hidrólise por beta-lactamases. Das beta-lactamases, a família TEM é de importância predominante em relação à diversidade, prevalência e distribuição. Este artigo descreve o design de sondas de DNA universais para todos os genes conhecidos de beta-lactamase TEM e a aplicação de um ensaio de PCR quantitativa (também conhecido como Taqman) para quantificar esses genes em amostras ambientais. O conjunto de primers foi utilizado para estudar se o esgoto, tanto tratado quanto não tratado, contribui para a disseminação desses genes nas águas receptoras. Foi constatado que, embora as tecnologias modernas de tratamento de esgoto reduzam as concentrações desses genes de resistência a antibióticos, a razão de genes bla(TEM) para genes de 16S rRNA aumenta com o tratamento, sugerindo que as bactérias que abrigam bla(TEM) têm maior probabilidade de sobreviver ao processo de tratamento. Assim, genes de beta-lactamase estão sendo introduzidos no ambiente em concentrações significativamente mais altas do que ocorrem naturalmente, criando reservatórios de potencial de resistência aumentado.
Lachmayr et al. (Sat,) estudaram essa questão.
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