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Humanos e outros mamíferos coexistem com uma diversidade de micróbios que colonizam o intestino, chamados de microflora. A relação é simbiotica, com os micróbios se beneficiando de um ambiente estável e fornecimento de nutrientes, e o hospedeiro obtendo exclusão competitiva de patógenos e manutenção contínua da homeostase imune intestinal. Aqui relatamos novos mecanismos de comunicação entre a linha celular enterócito humana, Caco2, e as células dendríticas derivadas de monócitos humanos subjacentes em um modelo transwell onde comensais Gram-positivos (G+) previnem a semimaturação induzida por Escherichia coli dependente do receptor do tipo Toll-4 (TLR4) de forma dependente de TLR2. Esses achados acrescentam à nossa compreensão da hipo-responsividade do epitélio intestinal em relação à microflora. As células dendríticas intestinais possuem um fenótipo mais tolerogênico do que as células dendríticas convencionais. Aqui mostramos que o meio gasto de Caco2 (SM) induz células dendríticas tolerogênicas com menor expressão de marcadores de maturação, interleucina (IL)-12p70, e fator de necrose tumoral-alfa quando maturadas com comensais G+ e Gram-negativos (G-), enquanto a produção de IL-10 é aumentada nas células dendríticas ao encontrarem comensais G+ e reduzida ao encontrarem bactérias G-. O fenótipo tolerogênico induzido pelo SM de Caco2 também é observado na preparação de células T naïve com níveis elevados de fator de crescimento transformante-beta (TGF-beta) e níveis marcadamente reduzidos de produção de interferon-gama induzida por bactérias. A produção de IL-8, linfopoietina estromal tímica (TSLP) e TGF-beta pelas células Caco2 aumenta em resposta a estímulos microbianos de uma maneira dependente da cepa. TSLP e TGF-beta cooperam na indução do fenótipo de células dendríticas tolerogênicas, mas outros mediadores podem estar envolvidos.
Zeuthen et al. (Qui,) estudaram essa questão.
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