O epitélio intestinal é mantido por células-tronco que equilibram a auto-renovação e a diferenciação para sustentar a homeostase e permitir a regeneração após lesão. Avanços recentes—incluindo cultura de organoides, edição de genoma, xenotransplante ortotópico e análise baseada em mutações somáticas—criaram novas oportunidades para investigar a dinâmica das células-tronco intestinais (ISC) em humanos. Esses estudos revelaram diferenças específicas de espécies impressionantes: enquanto as ISCs LGR5 + de camundongos se dividem diariamente e são quimiosensíveis, as células-tronco LGR5 + do cólon humano são predominantemente de ciclo lento e quimiorresistentes. Consistente com esse ciclo reduzido, as ISCs humanas acumulam mutações somáticas mais lentamente do que as de camundongos. Em mamíferos, as taxas de proliferação de ISCs correlacionam-se inversamente com a longevidade, uma relação que se acredita minimizar a acumulação de mutações e reduzir o risco de câncer, em linha com o paradoxo de Peto. As respostas regenerativas tanto em camundongos quanto em humanos podem envolver reprogramação semelhante à fetal impulsionada por YAP e outras vias de sinalização, embora a extensão das diferenças entre espécies na capacidade regenerativa intestinal permaneça incerta. Esta revisão sintetiza os insights atuais sobre a cinética das ISCs, respostas a lesões e adaptações evolucionárias, destacando a necessidade de estudos focados em humanos para preencher lacunas translacionais e guiar estratégias de medicina regenerativa.
Ishikawa et al. (Sex,) estudaram essa questão.
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