A biomassa vegetal, predominantemente composta por lignocelulose, exibe complexidade estrutural e química que limita sua desconstrução biológica. Esta revisão avalia as estratégias oxidativas utilizadas por microrganismos, principalmente fungos filamentosos, para superar a recalcitrância. Integramos descobertas experimentais recentes com bioinformática estrutural para mapear o crescente panorama de enzimas redox, incluindo famílias AA recém-descobertas. Os sistemas enzimáticos centrais envolvidos na despolimerização da lignina incluem laccases e peroxidases ativas em lignina, enquanto oxidoreductases degradadoras de polissacarídeos compreendem monooxigenases líticas de polissacarídeos (LPMOs) e seus parceiros redox auxiliares. O peróxido de hidrogênio atua como um intermediário central que conecta fontes enzimáticas a sumidouros, sujeito a regulação espaço-temporal. A revisão também incorpora a interação sinérgica entre oxidoreductases e sistemas radicais não enzimáticos, oferecendo insights mecanicistas refinados. Esses entendimentos sustentam o design de biocombustíveis de próxima geração, acelerando a transição rumo a uma bioeconomia circular sustentável.
Ma et al. (Quarta-feira,) estudaram esta questão.