Este artigo examina como o Catar, os Emirados Árabes Unidos (EAU) e a Arábia Saudita transformaram o patrimônio cultural em um componente da segurança nacional. Com base na teoria da securitização e na segurança cultural, argumenta que museus, distritos patrimoniais e megaprojetos culturais são utilizados não apenas para turismo e imagem nacional, mas para reforçar a identidade, legitimar a autoridade política e gerenciar as incertezas da globalização e da transição pós-petróleo. Através de uma análise comparativa de visões nacionais, desenvolvimentos de museus e projetos emblemáticos, o estudo identifica três modelos distintos de securitização do patrimônio: a defesa do Catar pela autenticidade linguística e moral, a performance de cosmopolitismo e abertura dos EAU, e o programa liderado pelo Estado da Arábia Saudita de transformação cultural e controle narrativo. Argumenta-se que o patrimônio se tornou um instrumento central de governança e projeção internacional, gerando novas tensões, contradições e identidades contestadas.
Catherine J. Ross (Mon,) estudou essa questão.
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