A expansão das plataformas de Vídeo Sob Demanda por Assinatura (SVOD) reconfigurou a representação das histórias nacionais dentro de paisagens midiáticas transnacionais. Este artigo examina como essas séries constroem as fronteiras latino-americanas como locais geopolíticos de controle e espaços simbólicos de negociação de identidade. Focando em Narcos: México e La Reina del Sur, o estudo emprega análise textual qualitativa e semiótica visual para analisar como a forma narrativa, o diálogo e a composição visual produzem significados distintos do espaço fronteiriço. A análise se baseia na teoria da representação de Stuart Hall e no conceito de poder-saber de Michel Foucault para examinar como os regimes discursivos moldam a visibilidade e a interpretação do mundo ‘narco’. Além disso, a noção de território de Gloria Anzaldúa e o conceito de ‘estados murados’ de Wendy Brown fornecem uma estrutura para compreender a interação entre soberania, mobilidade e hibridez. Os resultados demonstram que Narcos: México constrói uma visão securitária da fronteira por meio de uma narração autoritária e estrutura institucional, enquanto La Reina del Sur a reimagina como um espaço fluido e negociado por meio da mobilidade de sua protagonista feminina. O artigo argumenta que essas séries não apenas representam fronteiras, mas participam ativamente de sua reconfiguração, oscilando entre reforçar estereótipos dominantes e possibilitar subjetividades alternativas dentro de um contexto midiático global.
Harshita Poswal (Qui,) estudou essa questão.
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