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A guerra na Ucrânia causou uma grande crise humanitária, forçando muitos cidadãos, especialmente crianças, a fugir e buscar refúgio em outras nações. Vários estudos destacaram o impacto significativo das práticas parentais em mitigar ou exacerbar os efeitos do trauma em massa na capacidade das crianças de se adaptarem. Em particular, a terapia musical mostrou promessas no tratamento do trauma e do deslocamento, com múltiplos estudos demonstrando seus potenciais benefícios. O presente estudo explora a experiência de díades pai-filho deslocados da Ucrânia (percebida pelos pais-participantes e pelo líder do grupo), que participaram de uma intervenção de terapia musical de oito semanas. O projeto buscou criar protocolos eficazes em colaboração com a comunidade deslocada. O trabalho atual foca no aspecto qualitativo do projeto. Entrevistas semi-estruturadas foram realizadas tanto com os pais-participantes quanto com o líder do grupo de terapia musical. Uma análise temática de todos os dados revelou quatro temas centrais: (A) O espaço musical como um refúgio seguro; (B) Uma abordagem gentil e sintonizada que permite a liderança parental; (C) Coesão e comunidade emergentes do grupo; e (D) Música como um catalisador para mudanças no desenvolvimento. Este estudo destaca como a terapia musical estruturada e informada sobre traumas facilita a regulação emocional e a resiliência nas díades pai-filho deslocadas, integrando rotinas musicais previsíveis com brincadeiras improvisacionais. Através da co-regulação, do envolvimento musical compartilhado e da criação de um ambiente de grupo seguro e sintonizado, a música emergiu como um meio poderoso para fomentar a conexão, capacitação e recuperação do desenvolvimento após o trauma.
Hadar et al. (Fri,) estudaram esta questão.
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