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Este editorial convidado explora a relação intricada entre antropologia e o conceito de futuros impossíveis, focando na pressão global em direção a veículos elétricos (Evs) e no conjunto energético de lítio. Inspirando-se em uma palestra do paleobiólogo Mark Williams, membro do Grupo de Trabalho do Antropoceno (AWG), o autor reflete sobre a época do Antropoceno e as transformações da terra causadas pelo homem. Examina o impacto do Pacto Verde Europeu na indústria automotiva, a luta global pelo lítio e os paradoxos dos investimentos em tecnologia verde. Questiona a viabilidade do futuro vislumbrado, enfatizando as contradições dentro do capitalismo global e a potencial futilidade dos esforços de mitigação das mudanças climáticas. O autor faz um apelo por uma reorientação na pesquisa antropológica, focando em novas formas de unidade, solidariedade, justiça e laços interespécies diante de condições aparentemente impossíveis. Conclui com uma reflexão sobre o papel da antropologia na tradução e compreensão da vida social no contexto de futuros inatingíveis, sem perder de vista o passado contestado da disciplina e a esperança inerente.
Mark Goodale (Sun,) estudou esta questão.