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A acumulação da matriz intersticial representa o caminho comum final da maioria das formas de doença renal. Grande parte dessa matriz é sintetizada por miofibroblastos intersticiais, recrutados a partir de fibroblastos residentes e precursores circulantes. Além disso, uma proporção significativa é derivada da transição epitelial-mesenquimal (EMT) de células túbuloepiteliais. A importância da EMT foi demonstrada em modelos experimentais, onde o bloqueio da EMT atenua a fibrose renal. Embora vários fatores possam iniciar a EMT nos rins, o mais potente é o fator de crescimento transformador-beta1 (TGF-beta1). Além disso, muitos outros fatores pró-escleróticos afetam a EMT indiretamente, através da indução do TGF-beta1. Os eventos de sinalização nesse caminho incluem a ativação da quinase Smad/ligada a integrinas (ILK) e do fator de crescimento do tecido conectivo (CTGF). A integridade da membrana basal também é um regulador chave da EMT. Em particular, a superexpressão da metaloproteinase de matriz-2 desempenha um papel fundamental na iniciação da EMT, na dissolução da membrana e no trânsito intersticial de células mesenquimatos transformadas. Inibidores endógenos da EMT também exercem um importante papel contrarregulador tanto para prevenir a EMT quanto para estimular células não comprometidas a recuperar seu fenótipo tubular (transição mesenquimal-epitelial). Tais inibidores representam uma abordagem terapêutica potencial, oferecendo um mecanismo para retardar ou até mesmo reverter a fibrose renal estabelecida.
Burns et al. (Mon,) estudaram esta questão.