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Flutuações no peso corporal que ocorrem com o envelhecimento tornam o peso corporal uma referência não confiável para normalizar o peso do coração. Comparamos o peso do coração normalizado pelo comprimento tibial, que permanece constante após a maturidade, com aquele normalizado pelo peso corporal em ratos Wistar machos de 5 a 28 meses. Quando normalizado pelo comprimento tibial ou pelo peso corporal, em relação ao coração de 5 meses, o ventrículo esquerdo senescente apresenta 17 vs. 38% de hipertrofia, respectivamente, e o ventrículo direito apresenta 0 vs. 28% de hipertrofia, respectivamente. Medições histológicas nos ventrículos esquerdos de 25 meses em comparação com os de 5 meses revelam 6% maiores diâmetros de miócitos e 12% maiores áreas de seção transversal celular, indicando cerca de 15% de hipertrofia; esse valor está mais próximo das estimativas baseadas no comprimento tibial do que àquelas baseadas no peso corporal. Para permitir a previsão do peso ventricular esquerdo em um rato vivo, foi derivada uma equação de regressão utilizando peso corporal, idade e comprimento tibial. Isso nos permitiu realizar um estudo longitudinal de envelhecimento que verificou que os resultados acima não foram enviesados por sobrevivência seletiva. Assim, em condições nas quais o peso corporal muda, a hipertrofia cardíaca pode ser quantificada de maneira mais precisa relacionando o peso do coração ao comprimento tibial do que ao peso corporal. Essa abordagem pode ter aplicabilidade para avaliar tamanhos relativos de outros órgãos também.
Yin et al. (1982) estudaram essa questão.