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Objetivo: A decisão do International Football Association Board em 2004 de aprovar o uso de superfícies artificiais em competições de futebol de elite (soccer) continua a ser controversa entre muitos jogadores, gestores e equipes técnicas. O objetivo deste estudo foi realizar uma avaliação abrangente das opiniões dos jogadores para entender melhor a influência das superfícies de jogo no futebol e identificar fatores que podem contribuir para diferenças de opinião. Método: Dados qualitativos foram coletados de 103 jogadores de futebol de elite e 21 membros da equipe técnica durante uma série de entrevistas e grupos focais. Uma análise temática foi realizada para identificar padrões nos dados. Resultados: Os jogadores consideraram que o tipo e a condição de uma superfície de jogo influenciavam as interações bola-superfície, o jogo, táticas/estratégia, seleção de calçado, movimento, risco de lesão e fadiga. Essas variáveis influenciam a percepção de um jogador sobre a adequação de uma superfície e também sua mentalidade, o que pode, em última análise, afetar seu desempenho. Conclusão: A maioria dos participantes deste estudo expressou uma preferência maior por gramado natural em relação a campos de grama sintética. Um aumento percebido no risco de lesão em gramados artificiais continua a ser uma preocupação primária, apesar da falta de evidências que apoiem essa visão em estudos de pesquisa. Para abordar essa discrepância, o relato de dor muscular e o efeito da troca constante de superfícies merecem consideração adicional. Nem todos os participantes compartilharam as mesmas opiniões, e características dos jogadores, como idade, experiência com superfícies, histórico de lesões e estilo/posição de jogo foram identificadas como fatores potenciais que poderiam explicar as diferenças nas opiniões de jogadores de elite em relação às superfícies utilizadas no futebol.
Roberts et al. (Qui,) estudaram esta questão.
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