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OBJETIVO: Os antibióticos são benéficos apenas para subgrupos de pacientes com infecções agudas do trato respiratório inferior (ITRI) e rinossinusite na prática familiar, mas a prescrição excessiva para essas condições é comum. O teste de proteína C-reativa (PCR) no ponto de cuidado e a prescrição adiada são estratégias úteis para reduzir a prescrição de antibióticos, mas ambas têm limitações. Avaliamos o efeito da assistência da PCR nas estratégias de prescrição de antibióticos—incluindo prescrição adiada—na gestão de ITRI e rinossinusite. MÉTODOS: Conduzimos um estudo controlado randomizado no qual 258 pacientes foram recrutados (107 ITRI e 151 rinossinusite) por 32 médicos de família. Os pacientes foram randomizados individualmente para assistência da PCR ou atendimento rotineiro (controle). O desfecho primário foi o uso de antibióticos após a consulta inicial. Os desfechos secundários incluíram uso de antibióticos durante o seguimento de 28 dias, satisfação do paciente e recuperação clínica. RESULTADOS: Pacientes no grupo assistido por PCR usaram menos antibióticos (43,4%) do que pacientes do grupo controle (56,6%) após a consulta inicial (risco relativo RR = 0,77; intervalo de confiança de 95% IC, 0,56-0,98). Essa diferença permaneceu significativa durante o seguimento (52,7% vs 65,1%; RR = 0,81; 95% IC, 0,62-0,99). As prescrições adiadas no grupo assistido por PCR foram preenchidas apenas em uma minoria dos casos (23% vs 72% no grupo controle, P < .001). A recuperação foi semelhante entre os grupos. A satisfação com o atendimento foi maior em pacientes geridos com assistência da PCR (P = .03). CONCLUSÕES: O teste de PCR no ponto de cuidado para auxiliar nas decisões de prescrição, incluindo prescrição adiada, para ITRI e rinossinusite pode ser uma estratégia útil para diminuir o uso de antibióticos e aumentar a satisfação do paciente sem comprometer a recuperação do paciente.
Cals et al. (Mon,) estudaram essa questão.