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Neste ensaio, argumento que as injustiças epistêmicas podem ser compreendidas e explicadas como patologias sociais do reconhecimento, e que essa forma de conceitualizar as injustiças epistêmicas pode nos ajudar a desenvolver tratamentos diagnósticos e corretivos adequados para elas. Distingo entre dois tipos diferentes de deficiência de reconhecimento — déficits de reconhecimento quantitativo e reconhecimentos errôneos — e argumento que, enquanto a retificação dos primeiros simplesmente requer mais reconhecimento, a retificação dos últimos exige uma mudança no modo de reconhecimento, ou seja, uma transformação profunda das dinâmicas de reconhecimento para que outras formas de reconhecimento possam emergir. Argumentando contra abordagens reconhecionais incrementais que visam apenas aumentar a visibilidade/auditibilidade social, examino disfunções comunicativas em torno do fenômeno da violência racista para mostrar como problemas de reconhecimento errôneo persistem e se tornam rebeldes mesmo quando os déficits de reconhecimento quantitativo desaparecem.
José Medina (Mon,) estudou essa questão.
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