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OBJETIVO: Estabelecer a incidência de fraqueza muscular em crianças criticamente doentes. MÉTODOS: Exames neuromusculares foram realizados em 830 crianças sem doença neuromuscular aguda ou antecedentes identificados (idade de 3 meses a 17 anos e 11 meses) admitidas por mais de 24 horas em uma unidade de terapia intensiva pediátrica (UTI) ao longo de um período de 1 ano. RESULTADOS: Quatorze dos 830 (1,7%) pacientes apresentaram fraqueza generalizada. Quatro falharam em tentativas repetidas de extubação. Disfunção múltipla de órgãos ocorreu em 11 pacientes e sepse em 9. A maioria das crianças recebeu corticosteroides, agentes bloqueadores neuromusculares ou antibióticos aminoglicosídeos. Oito das 14 crianças eram recipientes de transplante de órgãos sólidos ou de medula óssea. A biópsia muscular mostrou evidências de miopatia quadriplégica aguda em todos os três pacientes em quem a biópsia foi realizada. Três pacientes morreram. Nos sobreviventes, fraqueza significativa persistiu por 3 a 12 meses após a alta da UTI. CONCLUSÕES: A fraqueza muscular é uma característica infrequente, mas significativa, da doença crítica em crianças. Os recipientes de transplantes parecem estar em risco particular.
Banwell et al. (Ter,) estudaram essa questão.