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A hipótese da perturbação intermediária (HPI) tem sido utilizada por várias décadas como uma explicação para a coexistência de espécies em comunidades ecológicas. É intuitivamente simples, mas de forma enganosa. Mostramos, por meio de discussão e exemplos, que a HPI não é um único mecanismo de coexistência, mas sim um resumo de um conjunto de fenômenos similares que podem surgir da ação de vários mecanismos diferentes de coexistência. Esses mecanismos subjacentes são definidos pelas diversas maneiras em que as espécies diferem em sua resposta à variabilidade espacial e temporal induzida por perturbações em recursos e condições ambientais. Como exemplo, a especificação original da HPI exigia perturbações patchy para a coexistência. No entanto, porque os mecanismos subjacentes de coexistência também podem operar na escala dentro do patch, as perturbações patchy não são um requisito necessário para a coexistência sob regimes de perturbação intermediária. Essas conclusões são ilustradas através da análise de três modelos: um modelo espacial dentro do patch, um modelo espacial entre patches e um modelo puramente temporal. Todos os três geram padrões semelhantes de coexistência sob perturbação intermediária, no entanto, subjacente a essa coexistência existem pelo menos dois mecanismos de coexistência de espécies bastante distintos: o efeito de armazenamento e a não linearidade relativa. Os resultados de nossas análises sugerem que, como um promotor da coexistência de espécies, a HPI é tanto mais ampla em escopo quanto mais rica em detalhes do que havia sido reconhecido anteriormente.
Roxburgh et al. (Sun,) estudaram essa questão.
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